Da assessoria
Realizada pelo Instituto Brasil, Assembleia Legislativa de Mato Grosso e Secel-MT — Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso, a Feira de Economia Criativa dos Quintais Cuiabanos reuniu cultura, saberes tradicionais e produção regional durante quatro noites marcadas pela presença do público, pelos aromas da culinária regional e pelas manifestações da cultura popular mato-grossense, a Feira de Economia Criativa dos Quintais Cuiabanos consolidou-se como um dos espaços mais movimentados do 17º Festival de Siriri e Cururu de Mato Grosso. Realizada entre os dias 7 e 10 de maio, na área externa da Arena Pantanal, em Cuiabá, a iniciativa reuniu 20 expositores e diferentes expressões ligadas aos saberes tradicionais, à gastronomia regional, ao artesanato e à produção criativa da Baixada Cuiabana.
Enquanto o tablado do festival recebia grupos de siriri e cururu de diferentes regiões do estado, os corredores da feira se transformavam em um território de encontros entre o público e produtores locais que carregam, em seus trabalhos, memórias afetivas, técnicas tradicionais e referências culturais transmitidas entre gerações.
Entre peças artesanais, produtos feitos à mão, aromas do cerrado, temperos regionais, cerâmicas, sementes crioulas, cadernos artesanais e gastronomia típica, a feira aproximou visitantes de iniciativas que mantêm viva a identidade cultural cuiabana.
Participaram da edição os expositores Artesanatos Regionais Bela Vista, Loja Colaborativa da AMFMAT, GG Temperos Artesanais, Folhart, Dz Arte e Fios, Jas Luz Terapias e Aromas, AM Cerâmicas, Casa de Sementes Ipê, DEF Cadernos Artesanais, Farinha Artesanal do Cerrado – Sítio, Juan Vieira, O Típico Norte, Somente Couro, Artesanato Medicinas do Cerrado, Chapada Mosaico, Kuara Ateliê, Deliciais Caseiras da Dedé, Pasharumã, Dom Querino e Ateliê Zant.
A diversidade de produtos expostos evidenciou a força da economia criativa regional e o protagonismo de pequenos produtores, artesãos e empreendedores culturais que mantêm os quintais cuiabanos como espaços de produção, memória, convivência e geração de renda.
Coordenadora pedagógica do Instituto Brasil e curadora da feira, Bruna Barbosa explica que a proposta surgiu inspirada na lógica dos quintais cuiabanos, historicamente reconhecidos como espaços de afeto, troca e preservação cultural.
“ A Feira nasceu inspirada na lógica dos quintais cuiabanos: esses espaços de produção, afeto, memória, troca e sustento que fazem parte da nossa forma de viver e criar na Baixada Cuiabana”, afirma.
Segundo ela, a construção da curadoria buscou valorizar trajetórias e reconhecer os diferentes modos de fazer presentes nos territórios da Baixada Cuiabana.
“A curadoria foi pensada a partir de cinco eixos que aparecem com muita força nas produções daqui, reunindo diferentes saberes, técnicas, histórias e modos de fazer. Mais do que selecionar produtos, buscamos reconhecer trajetórias, escutar os produtores e compreender o que cada um trazia como marca do seu território”, destaca.
Bruna também ressalta que o processo de organização da feira foi marcado pelo diálogo constante com os expositores, vindos de diferentes cidades da região.
“Durante todo o processo, tivemos uma relação muito próxima com os expositores, que vieram de diferentes cidades da Baixada Cuiabana. Essa proximidade fez com que a feira fosse construída também no diálogo, nas conversas, nos ajustes e na confiança entre quem organiza e quem produz”, pontua.
Ao longo dos quatro dias, o público circulou entre as barracas atraído não apenas pelas apresentações culturais do festival, mas também pela possibilidade de conhecer histórias, técnicas e processos criativos diretamente com os expositores. O ambiente reuniu famílias, turistas, pesquisadores da cultura popular e admiradores das tradições mato-grossenses.
Para a curadora, a feira ultrapassou o aspecto comercial e consolidou-se como espaço de encontro e fortalecimento coletivo.
“Para além das vendas, a Feira se tornou um espaço de encontro. Foi lugar de circulação de produtos, mas também de ideias, contatos, afetos e novas possibilidades. Muitos produtores saíram dali com parcerias firmadas, convites para outras feiras e uma rede mais fortalecida para seguir movimentando a economia criativa local”, completa.
A Feira de Economia Criativa dos Quintais Cuiabanos integrou a programação do 17º Festival de Siriri e Cururu de Mato Grosso, evento que devolveu à Arena Pantanal a força das manifestações populares tradicionais por meio da música, da dança e da oralidade.
Confira galeria de imagens



