Empreendedora une espiritualidade, cultura geek e impacto social em trajetória marcada pelo autoconhecimento

Victoria Bettiol, idealizadora do Holo Místico, compartilha no podcast Empreender em Foco como transformou experiências pessoais em propósito e negócio

A comunicadora e empreendedora Victoria Bettiol foi a entrevistada do podcast Empreender em Foco, apresentado pela personagem Comadre Nhenho, interpretada por Dalila de Várzea Grande. Durante a conversa, Victoria abordou sua trajetória que conecta comunicação, espiritualidade, cultura geek e iniciativas de impacto social.

O projeto é realizado pelo Instituto Brasil, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Formada em Publicidade e Propaganda, Victoria explicou que sua entrada no universo da comunicação ocorreu de forma prática antes mesmo da formação acadêmica. Envolvida desde cedo com comunidades de fãs e gestão de perfis nas redes sociais, ela percebeu que já aplicava, intuitivamente, conceitos que mais tarde seriam formalizados na graduação.

“Sempre fui fã de alguma coisa. Isso me levou a criar conexões, organizar movimentos e participar de eventos. Quando vi, já estava aplicando comunicação na prática”, afirmou.

A virada em sua trajetória aconteceu após um processo de luto, que a levou a buscar respostas por meio do autoconhecimento. Foi nesse contexto que surgiu o Holo Místico, projeto voltado ao desenvolvimento pessoal por meio de terapias integrativas, como reiki, banhos de ervas e práticas energéticas.

“Foi uma escolha: ou eu permanecia como estava ou buscava entender o que estava acontecendo comigo. Esse processo me trouxe clareza e propósito”, disse.

Victoria destaca que a proposta do Holo Místico não está vinculada a uma religião, mas sim ao desenvolvimento da consciência individual. “A espiritualidade é a soma do que faz sentido para cada pessoa. É um caminho de autoconhecimento e não de crença única”, explicou.

Além da atuação no campo terapêutico, ela também lidera o projeto Bolsa Mimo, iniciativa que surgiu a partir da cultura de fãs e tem como objetivo democratizar o acesso a produtos e experiências do universo geek. A ação inclui doações de itens culturais, organização de encontros e fortalecimento de comunidades.

“O Bolsa Mimo nasceu do meu olhar para pessoas que não tinham acesso ao que eu conseguia adquirir. Foi uma forma de compartilhar e criar conexões”, afirmou.

Ao longo da entrevista, a empreendedora também abordou a importância de tornar o conhecimento acessível. Segundo ela, um dos desafios do segmento é romper barreiras de linguagem e preconceito, aproximando as práticas do cotidiano das pessoas.

“A ideia é traduzir tudo isso de forma simples e aplicável. Não adianta ser algo distante da realidade. O conhecimento precisa ser acessível”, disse.

Victoria também reforçou que as terapias integrativas não substituem tratamentos médicos ou psicológicos, mas atuam como complemento no processo de cuidado. “É a integração entre corpo, mente e energia”, destacou.

Ao final, deixou uma orientação para quem enfrenta momentos de angústia ou busca direcionamento: “Busque terapia, olhe para si e se questione. O autoconhecimento não está nas respostas, mas nas perguntas que você se permite fazer.”

 

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