No podcast Empreender em Foco, empresária Jolimara relata os desafios da gestão familiar e a proposta de atender públicos com diferentes necessidades
Um espaço de pouco mais de 60 metros quadrados, com poucos equipamentos, foi o ponto de partida de uma academia criada em 2013 na região do Canelas, em Várzea Grande. Mais de uma década depois, a empresária Jolimara Barros conta que o crescimento da DK Fitness está associado a uma escolha na condução do negócio: conhecer os alunos e acompanhar suas necessidades para além da rotina de exercícios.
A trajetória foi tema de entrevista ao podcast Empreender em Foco, apresentado pela Comadre Nhenho, personagem interpretada por Dalila de Várzea Grande. Na conversa, a empresária abordou a administração do empreendimento ao lado do marido, o educador físico Rodrigo, os impactos da pandemia e o atendimento a crianças, idosos, pessoas autistas e pessoas com deficiência.
Segundo Jô, a academia nasceu do desejo de Rodrigo de ter o próprio negócio. Ela passou a atuar na gestão e no acompanhamento dos clientes, enquanto o marido se dedicava ao trabalho de educação física. A divisão de responsabilidades, porém, exigiu ajustes.
“É um desafio, porque cada um tem um pensamento”, afirmou ao lembrar as divergências enfrentadas até que o casal conseguisse alinhar suas decisões.
Atendimento como estratégia
Em um mercado com novas academias e maior concorrência, Jô aponta o relacionamento com os alunos como uma das estratégias para manter o negócio. Segundo ela, o trabalho da equipe inclui observar os objetivos de cada pessoa e orientar os exercícios de maneira individualizada.
A empresária relata que parte dos clientes chega ao espaço em momentos de dificuldade pessoal, como luto e conflitos familiares. Para ela, a escuta faz parte da relação construída no cotidiano, inclusive nas conversas fora do horário de treino.
Essa abordagem também orienta a atuação dos instrutores. Conforme a entrevistada, a equipe é incentivada a ensinar os alunos e a considerar as particularidades de quem procura a academia.
“A gente tem uma responsabilidade com cada um”, disse.
Pandemia e mudança de espaço
A pandemia aparece no relato como um dos períodos de maior incerteza para o empreendimento. Jô conta que Rodrigo passou a realizar atendimentos individuais como alternativa para gerar renda naquele momento.
A expansão para um imóvel maior também trouxe receio. A empresária atribui à fé e ao apoio de outras pessoas parte da segurança para seguir com a mudança. Segundo ela, a intenção era ampliar a capacidade de atendimento e oferecer melhores condições para receber os alunos.
Ao falar dos resultados que mais a emocionam, Jô cita relatos de alunos sobre maior disposição e facilidade para realizar tarefas do dia a dia. São experiências que, na avaliação da empresária, dão sentido ao trabalho desenvolvido pelo casal.
A inclusão está também entre os próximos objetivos. Durante a entrevista, ela mencionou planos de ampliar as ações de cuidado e um projeto social de Rodrigo, ainda sem detalhar formato ou previsão de início.
O episódio integra o podcast Empreender em Foco, realizado pelo Instituto Brasil, com apoio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso e da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).



